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RESENHA | A Soma de Todos os Beijos - Julia Quinn

8 de julho de 2019

Aquela história que começa morna e vai dando sinais de que despencará para o nível de monotonia se revela um romance muito bonito e personagens que amadurecem conquistando o leitor pouco a pouco. Talvez considerar A Soma de Todos os Beijos surpreendente seja um pouco exagerado, mas não se pode negar que a história trilha caminhos inesperados que encantam o leitor.


A Soma de Todos os Beijos
Quarteto Smythe-Smith #3
Julia Quinn

Romance de época
272 páginas | 2017
Editora Arqueiro

Nota: 4☆'s


Lorde Hugh Prentice é um gênio da matemática e teve sua perna (e sua vida) arruinada por causa de um duelo com seu amigo, Daniel Smythe-Smith. Nesse livro, conheceremos um pouco da história de Hugh, antes e depois do acontecido. Sua família, o desespero de seu pai para conseguir que um de seus filhos lhe desse um herdeiro, visto que um não é chegado à mulheres e o outro, provavelmente terá dificuldades em encontrar uma esposa, e principalmente em ter filhos. E, claro, sua relação de amor e ódio com Sarah Pleinsworth, prima mais velha de Daniel, que mesmo antes de conhecê-lo, já odiava Hugh por ter arruinado sua família através desse duelo. Mas, as coisas começam a mudar quando Honoria, sua prima, pede para Hugh substituir seu padrinho no casamento e para Sarah ser sua acompanhante durante sua estadia, para que ele ficasse mais confortável diante dos familiares de Daniel. E esse tempo se prolonga, já que Daniel se casará duas semanas depois da irmã e resolve torná-los uma única festa... É claro que eles não se dão no início, mas com o tempo, ainda mais depois do primeiro casamento, quando ela fica impossibilitada de andar, eles deixam as diferenças de lado e começam a se conhecer realmente, e, o que era ódio, acaba se tornando uma paixão avassaladora. Mas as limitações de Hugh vão ser apenas um dos problemas que o casal enfrentará pelo caminho...


RESENHA | Ligeiramente Casados - Mary Balogh

20 de maio de 2019

É bastante provável que o leitor que escolha ler um romance de época espere por uma leitura leve, doce e puramente romântica; e, na maioria das vezes, essas qualidades são fortemente ressaltadas nas histórias do gênero, porém Ligeiramente Casados é um ponto fora da curva em se tratando de romances de época. O livro inaugural da série Os Bedwyns é uma história fácil de ler, como geralmente são os romances de época, e traz diversos clichês do gênero, mas também é original por mostrar ao leitor o lado mais triste e ignorado da aristocracia inglesa.


Ligeiramente Casados
Os Bedwyns #1
Mary Balogh

Romance de época
288 páginas | 2014
Editora Arqueiro

Nota: 4 ☆'s

Aidan Bedwyn, o lorde. Eve Morris, a herdeira distante da nobreza. Apresentados os protagonistas, ambos compartilham duas fortes características: independência e força. Aproximados por infortúnios e acasos, a vida de Aidan e Eve será ligada por um casamento de conveniência cujos únicos propósitos são cumprir com o seu dever mantendo a honra, para Aidan, e assegurar sua herança como objetivo de manter os excluídos da sociedade que estão sob sua proteção, para Eve. Ambos tem motivos bem intencionados, mas os planos de manter um "casamento de fachada" não segue o caminho que imaginaram quando acontecimentos inesperados exigem que se comportem como um verdadeiro casal. E, é claro, a atração física também desempenha seu papel em garantir que a confusão se intensifique e comece a confundir razão com sentimentos.


RESENHA | O Erro - Elle Kennedy

25 de abril de 2019

O segundo livro da série que conta a história dos semi-deuses do hóquei da universidade de Briar, chegou a vez de Logan brilhar como um protagonista de tirar o fôlego trilhando seu caminho nesse livro jovem adulto que arrebata os leitores equilibrando sensualidade juvenil e a dura realidade dos problemas da vida adulta.


O Erro
Amores Improváveis #2
Elle Kennedy

Young Adult | Literatura Estrangeira
279 páginas | 2016
Editora Paralela

Nota: 5 ☆'s

Logan parece viver uma vida de sonhos. Com um talento incrível para jogar hóquei e um charme inato para conquistar mulheres, ele é uma das maiores estrelas da universidade de Briar. Mas por trás do característico sorriso maroto, ele esconde duas grandes angústias – a primeira, estar apaixonado pela namorada de seu melhor amigo. A segunda, saber que sua vida, após a formatura, se tornará um beco sem saída. Um dia, por acaso, ele conhece Grace, uma garota tão encantadora quanto intrigante. Tudo nela parece ser original e deliciosamente contraditório – tímida, mas ao mesmo tempo vibrante. Doce, mas ao mesmo tempo forte e confiante. A cada encontro, Logan se vê mais e mais envolvido. Mas um grande erro colocará o relacionamento desses dois jovens em risco.  Agora, Logan terá que se esforçar para reconquistar Grace – nem que para isso ele precise amadurecer e encarar de frente as suas questões mais profundas e doloridas.


RESENHA | Uma Noite como Esta - Julia Quinn

18 de abril de 2019

Para quem adora romance de época, para quem quer começar a ler romance de época, para quem quer se divertir lendo ou se apaixonar, para o leitor que está buscando uma leitura rápida ou para quem quer se deliciar aos poucos... Uma Noite como Esta, da rainha dos romances de época Julia Quinn, atende a todas as necessidades.

Uma Noite como Esta
Quarteto Smythe-Smith #2
Julia Quinn

Romance de época
272 páginas | 2017
Editora Arqueiro

Nota: 5 ☆'s


Daniel Smythe-Smith passou três anos exilado na Itália depois de um duelo com seu amigo, o gênio matemático Hugh Prentice, e quase o fez perder uma perna. Com isso o pai de Hugh, Lorde Ramsgate, o ameaçou dizendo que se ele não saísse do país seria morto, mas um dia ele recebe a visita de seu amigo, que o libera para voltar à Inglaterra...
Ele volta justamente no dia da apresentação do Quarteto, mas encontra uma pessoa diferente ao piano (já que sua prima Sarah fingiu estar doente para não participar, Anne Wynter, a governanta das irmãs dela a substituiu), ao olhar para ela, ele fica encantado e, ao final da tortura apresentação ele corre para encontrá-la. Ao vê-la, não resiste e a beija, mesmo sem conhecê-la direito e ela, depois de um tempo escapa dele e se esconde.
Por falar em se esconder, Anne Wynter (ou melhor, Annelise Shawcross) esconde seu passado de todos, pois ela teve que se afastar de sua família, após ser enganada e humilhada por seu amado, que prometeu se casar com ela, sendo que na verdade já estava comprometido com uma mulher mais rica. Além de ter perdido a virgindade, o que já era terrível, ainda leva toda a culpa pelo que aconteceu, e por isso, ela não pode mais ter contato com a família e ela é levada para viver como governanta numa residência na Ilha de Man. Depois de um tempo, Anne foi contratada para cuidar das meninas Pleinsworth, primas de Daniel. E apesar da tentativa de manter seu passado oculto, a Lady Pleinsworth desconfiava que ela era de origem nobre e tinha motivos para negar sua criação.
Daniel, ao saber que Anne é a governanta de suas primas, resolve ir sempre à casa Pleinsworth sob o pretexto de vê-las, e sempre ia passear com elas, porque sabia que ela iria junto. E, com isso eles vão ficando cada vez mais apaixonados, mesmo que ela não adimita. Mas, o que ele não sabe, é que os segredos de Anne, vão além do tipo de criação que teve, e que agora, mais do que nunca, precisará conhecer o seu passado, pois ambos estão correndo perigo, e, desta vez, não tem nada a ver com o Lorde Ramsgate ou o duelo.

RESENHA | Herdeiro Caído - Erin Watt

4 de abril de 2019

Quando Easton Royal conquista leitores nos primeiros livros da série The Royals, que contam a história do seu irmão Reed e Ella Harper, era de se imaginar que o personagem ganharia mais espaço para contar a sua própria história e ser conhecido, então Herdeiro Caído chega aos leitores como primeiro spin-off da série The Royals e tem o "irmão confusão" dos Royals como o protagonista para delírio dos leitores.


Herdeiro Caído
Erin Watt

Young Adult | Romance
320 páginas | 2018
Editora Essência

Nota: 3 ✩'s



Easton Royal tem tudo: beleza, dinheiro, inteligência. Seu principal objetivo é se divertir o máximo possível, sem nunca pensar nas consequências - porque, afinal de contas, ele não precisa. Até que surge em sua vida Hartley Wright, balançando suas estruturas. Hartley foi a única garota que o disse “não” e Easton não consegue entende-la, o que a torna ainda mais irresistível. Hartley não o quer. Ela diz que ele precisa crescer. E ela pode estar certa. Rivais. Regras. Arrependimentos. Pela primeira vez na vida de Easton, se esconder sob a influência da coroa Royal não é o suficiente. Ele está prestes a descobrir que quanto mais alto você sobe, mais dura é a queda. 

RESENHA | Segredos de uma Noite de Verão - Lisa Kleypas

29 de janeiro de 2019

O primeiro livro da série As Quatro Estações do Amor da renomada autora Lisa Kleypas contará a história de Annabelle Peyton e Simon Hunt, um romance que entrega para o leitor todos os clichês do gênero e, talvez, até um pouco mais. Em ordem cronológica, essa é a primeira série, seguida por Os Hathaways e, posteriormente, Os Ravenels cujos livros ainda não foram todos publicados no Brasil. Então, voltando ao início, vamos conhecer a história de "Segredos de uma Noite de Verão".



Apesar de sua beleza e de seus modos encantadores, Annabelle Peyton nunca foi tirada para dançar nos eventos da sociedade londrina. Como qualquer moça de sua idade, ela mantém as esperanças de encontrar alguém, mas, sem um dote para oferecer e vendo a família em situação difícil, amor é um luxo ao qual não pode se dar. Certa noite, em um dos bailes da temporada, conhece outras três moças também cansadas de ver o tempo passar sem ninguém para dividir sua vida. Juntas, as quatro dão início a um plano: usar todo o seu charme e sua astúcia feminina para encontrar um marido para cada, começando por Annabelle. No entanto, o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle, o rico e poderoso Simon Hunt, não parece ter interesse em levá-la ao altar apenas a prazeres irresistíveis em seu quarto. A jovem está decidida a rejeitar essa proposta, só que é cada vez mais difícil resistir à sedução do rapaz.  As amigas se esforçam para encontrar um pretendente mais apropriado para ela. Mas a tarefa se complica depois que, numa noite de verão, Annabelle se entrega aos beijos tentadores de Simon... e descobre que o amor é um jogo perigoso. No primeiro livro da série 'As Quatro Estações do Amor', Annabelle sai em busca de um marido, mas encontra amizades verdadeiras e desejos intensos que ela jamais poderia imaginar.

RESENHA | Nevernight - Jay Kristoff

23 de janeiro de 2019

Depois de ler "Nevernight" é quase improvável o leitor não se juntar à horda de leitores fascinados pela história de Mia Corvere, a matadora de matadores. O que há nesse livro que faz com que tantos leitores o favoritem e recomendem com tanto entusiasmo? O deslumbramento pela história só existirá se o leitor der uma chance à leitura, enquanto isso convido-os a lerem a minha resenha que destilará a minha admiração por essa fantasia que escalou a escada da classificação até o topo: FAVORITAÇO!



Há histórias sobre Mia Corvere, nem todas verdadeiras. Alguns a chamam de Moça Branca. Ou a Faz-Rei. Ou o Corvo. A matadora de matadores. Mas, uma coisa é certa, você deveria temê-la. Quando ela era criança, Darius Corvere – seu pai – foi acusado de insurreição contra a República de Itreya. Mia estava presente quando o carrasco puxou a alavanca, viu o rosto do pai se arroxeando e seus pés dançando à procura do chão, enquanto os cidadãos de Godsgrave gritavam “traidor, traidor, traidor”... No mesmo dia, viu a mãe e o irmão caçula serem presos em nome de Aa, o Deus da Luz. E, embora os três sóis daquela terra não permitam que anoiteça por completo, uma escuridão digna de trevas tomou conta da menina. As sombras nunca mais a largaram. Mia, agora com dezesseis anos, não se esqueceu daqueles que destruíram sua família. Deseja tirar a vida de todos eles. É por isso que ela quer se tornar uma serva da Igreja Vermelha – o mais mortal rebanho de assassinos de toda a República. O treinamento será árduo. Os professores não terão misericórdia. Não há espaço para amor ou amizade. Seus colegas e as provas poderão matá-la. Mas, se sobreviver até a iniciação, se for escolhida por Nossa Senhora do Bendito Assassinato… O maior massacre do qual se terá notícia poderá acontecer. Mia vai se vingar.

RESENHA | A Força que nos Atrai - Brittainy C. Cherry

18 de janeiro de 2019

Um romance que tem como protagonista um homem ressentido, mas que sustenta uma máscara para encobrir as mágoas e sofrimento do passado, que não encontra paz e felicidade nem quando sua filha nasce, pois esses sentimentos não chegam ao coração de Graham. Lucy, a protagonista, não entende como alguém não pode se apaixonar por tudo e todos, pelas pequenas coisas e como a chegada de um bebê não traz a maior alegria ao coração, mesmo de quem está atormentado por fantasmas, pois para ela é a vida existe para ser amada. Nessa história os opostos são atraídos por algo mais forte do que suas diferenças, mas qual é o caminho para sustentar uma relação que está destinada a ruir?



Graham e Lucy não foram feitos um para o outro. Mas é impossível resistir à atração que os une. Graham Russel é um escritor atormentado, com o coração fechado para o mundo. Casado com Jane, um relacionamento sem amor, ele vê sua vida virar de cabeça para baixo quando Talon, sua filha, nasce prematura e corre risco de morte. Abandonado pela esposa, ele agora precisa abrir seu frio coração para o desafio de ser pai solteiro. A única pessoa que se oferece para ajudá-lo é Lucy, a irmã quase desconhecida de Jane. Apaixonada pela vida, falante e intensa, ela é o completo oposto de Graham. Os cuidados com a bebê acabam aproximando os dois, e Lucy aos poucos consegue derreter o gelo no coração de Graham. Juntos, eles descobrirão o amor, mas os fantasmas do passado podem pôr tudo a perder. 

RESENHA | O Acordo - Elle Kennedy

9 de janeiro de 2019

A primeira resenha de 2019 será um livro favoritado para iniciar essas postagens com o pé direito. Um romance jovem adulto divertido que me surpreendeu, me fez "queimar a língua" e foi um tapa na cara dizendo "te avisei para não julgar os livros antes de lê-los". Ganhou o posto de favorito pela qualidade da história, pelo desenvolvimento e abordagem de assuntos sérios e profundos de uma forma leve. 


Tocante, profundo, engraçado, sexy... ''O Acordo" é um romance que vai te encantar e surpreender a cada página. Hannah Wells finalmente encontrou alguém que a interessasse. Mas, embora seja autoconfiante em vários outros aspectos da vida, carrega nas costas uma bagagem e tanto quando o assunto é sexo e sedução. Não vai ter jeito: ela vai ter que sair da zona de conforto Mesmo que isso signifique dar aulas particulares para o infantil, irritante e convencido capitão do time de hóquei, em troca de um encontro de mentirinha. Tudo o que Garrett Graham quer é se formar para poder jogar hóquei profissional. Mas suas notas cada vez mais baixas estão ameaçando arruinar tudo aquilo pelo qual tanto se dedicou. Se ajudar uma garota linda e sarcástica a fazer ciúmes em outro cara puder garantir sua vaga no time, ele topa. Mas o que era apenas uma troca de favores entre dois opostos acaba se tornando uma amizade inesperada. Até que um beijo faz com que Hannah e Garret precisem repensar os termos de seu acordo.

| RESENHA | Simplesmente o Paraíso (Julia Quinn)

6 de novembro de 2018

Oi!

Em outubro a escolha para leitura temática do mês foi o primeiro livro da série "Quarteto Smythe-Smith", romance de época da autora Julia Quinn e hoje eu trago a resenha dessa história divertida e delicada que inicia maravilhosamente bem essa série composta por quatro livros.

Simplesmente o Paraíso | Quarteto Smythe-Smith #1

Sinopse: Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido. Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida. Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Italia. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado. Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família. Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente.

Julia Quinn | Romance de época | 272 páginas | 2017 | Editora Arqueiro 


Honoria é uma das jovens damas que fazem parte do quarteto musical da família cujo concerto apresentado todos os anos é motivo de escárnio mascarado por parte da alta sociedade que comparece por se tratar de um evento social e não por causa do talento musical das integrantes. É uma vergonha, mas Honoria se mantém fiel à tradição por respeito e amor à família. Marcus é o herdeiro taciturno de um conde que tenta, ao máximo, escapar dos eventos sociais da alta sociedade londrina, mas sempre se fez presente aos concerto do quarteto por respeito àquela família que o acolheu como filho e, também, como parte da promessa que fez ao irmão de Honoria. Marcus e Honoria se conhecem desde a infância e, após alguns anos afastados, os dois voltam a manter contato especialmente quando Marcus está acamado acometido por uma doença que lhe incapacita totalmente e Honoria lhe presta toda a ajuda e auxílio nesse momento de recuperação. Enquanto a vida de Marcus está por um fio os sentimentos que afloram começam a se misturar causando confusão no pensamento dos dois.




Um romance de época doce, leve e divertido, "Simplesmente o Paraíso" é uma leitura deliciosa, com apenas 272 flui com naturalidade no estilo próprio de Julia Quinn que garante sempre ao leitor uma experiência singular com seus romances e personagens cativantes.

Honoria é divertida mesmo quando este não é seu objetivo e declara seu amor pela família desde muito cedo; o início da história nos apresenta Honoria na sua infância e, com apenas 6 anos, a personagem tem uma capacidade de conquistar o leitor que perdura ao longo de todo o livro. Ela é uma personagem de personalidade marcante, mas delicada, que não escapa das garras da alta sociedade e, por isso, precisa encontrar um marido, mas essa busca vem acompanhada fortemente do desejo de encontrar um amor, alguém para constituir uma família verdadeira como a sua na qual cresceu e aprendeu o verdadeiro significado de família.

Marcus é reservado e desde criança teve dificuldades para se relacionar com as pessoas, resultado de uma infância marcada pela negligência emocional e presencial dos pais, mas encontra na família de Honoria um amparo e, aos poucos, começa a se sentir parte dela. Ao longo das páginas é fácil enxergar a necessidade do personagem em se sentir parte de um todo, mas as mágoas da infância estão enraizadas no seu ser lhe atormentando e parece que apenas Honoria consegue abrir caminhos para chegar aos desejos mais ocultos de Marcus.

Os personagens secundários são trazidos de forma passageira, desempenhando seu papel, sendo apresentados na medida do necessário para se fazerem conhecidos, não existe aprofundamento deles o que pode deixar o leitor curioso, mas de forma alguma prejudica a história.

A história é desenvolvida com muita leveza, é agradável pois é livre de maquinações e maldades mais obscuras; a interação do casal é muito gostosa de acompanhar e o relacionamento evolui mostrando camada por camada o crescimento do sentimento, um vai reconhecendo o outro através de um novo olhar e, também, o relacionamento é conduzido pela delicadeza e calidez juvenil que combina com os personagens. Tanto Honoria quanto Marcus demonstram uma necessidade de pertencimento, e essa é a raiz que conduz a história, enquanto a dele é uma necessidade latente, clara e determinada, a de Honoria é discreta e vai aos poucos se revelando nas suas atitudes e observações.

Uma das certezas dos romances de época é que o casal ficará junto no final e que as dificuldades são superadas, mas o grande diferencial de cada um desses livros está na construção da história, quais serão os elementos que garantirão originalidade à trama e lhe conferirão singularidade. No caso de "Simplesmente o Paraíso" é fácil perceber que a história se destina à garantir uma leitura encantadora e despretensiosa, mas o grande diferencial está no pano de fundo da história que traz o famoso quarteto musical da família Smythe-Smith o qual aparece até em livros de outra série da autora, Os Bridgertons, e que garante alguns momentos bem divertidos à trama e demonstra o lado mais amoroso de Honoria.

Preciso falar que a capa desse livro é lindíssima e combina perfeitamente com a história de Marcus e Honoria, tem um toque de seda que complementa sem exagero; não encontrei erros textuais, é muito fácil de ler, quando me dei conta já tinha lido mais da metade do livro. Não achei o melhor livro da Julia Quinn, acredito que outros da série poderão me encantar mais, mas foi um ótimo início, apesar de um pouco superficial e sentir diferença na narrativa da autora, não há que se fazer maiores ressalvas, pois acredito que o objetivo seja o divertimento despretensioso como um filme de sessão da tarde.

Quem já leu essa série? Qual o livro favorito?

Quem não leu, se interessa?

Beijos e até logo!

Série abandonadas - parte 1

30 de outubro de 2018

Olá! Tudo bem?

Primeiro post sobre livros abandonados... primeiro post da desistência, da vergonha, do deixar de lado, do esquecer, do não quero mais saber, da preguiça!

Antes de entrarmos nos pormenores, vamos falar um pouco sobre abandono de uma leitura, lembrando que essa é a minha opinião que trago a vocês e de forma alguma quero mudar a opinião de vocês ou fazer a minha prevalecer, é apenas uma troca de experiência e opinião, um compartilhamento que, se não quiserem lerem, só fechem a tela e segue o baile.


| RESENHA | Big Rock (Lauren Blakely)

19 de outubro de 2018

Oi pessoal, tudo certo?

Em um ritmo mais lento por aqui não estou postando tanto recentemente, mas consegui um tempo em meio à correria para escrever a resenha do primeiro livro que li da Lauren Blakely, "Big Rock".

Breve introdução, vamos à resenha.


Big Rock | Big Rock #1

Sinopse: A maioria dos homens não entendem as mulheres. Spencer Holiday sabe disso. E ele também sabe do que as mulheres gostam. E não pense você que se trata só de mais um playboy conquistador. Tá, ok, ele é um playboy conquistador, mas ele não sacaneia as mulheres, apenas dá aquilo que elas querem, sem mentiras, sem criar falsas expectativas. “A vida é assim, sempre como uma troca, certo?” Quer dizer, a vida ERA assim. Agora que seu pai está envolvido na venda multimilionária dos negócios da família, ele tem de mudar. Spencer precisa largar sua vida de playboy e mulherengo e parecer um empresário de sucesso, recatado, de boa família, sem um passado – ou um presente - comprometedor... pelo menos durante esse processo. Tentando agradar o futuro comprador da rede de joalherias da família, o antiquado sr. Offerman, ele fala demais e acaba se envolvendo numa confusão. E agora a sua sócia terá que fingir ser sua noiva, até que esse contrato seja assinado. O problema é que ele nunca olhou para Charlotte dessa maneira – e talvez por isso eles sejam os melhores amigos e sócios. Nunca tinha olhado... até agora.


Lauren Blakely | Romance | Erótico | 224 páginas | 2017 | Editora Faro Editorial




Spencer é um sedutor assumido, vive uma vida lasciva cheia de luxúria, não esconde de ninguém essa sua preferência pela alta rotatividade de parceiras sexuais, mas uma negociação decisiva envolvendo a joalheira da sua família lhe impõe uma mudança drástica nesse seu comportamento. No entanto, Spencer não irá conseguir convencer ninguém que sua postura mudou caso não tenha uma aliada para se fazer passar como uma noiva apaixonada que foi capaz de mudar o pensamento e atitudes de Spencer da noite para o dia. E essa aliada é Charlotte, sua sócia nos negócios e melhor amiga, por quem Spencer nunca nutriu desejo e vice-versa... mas a encenação de Spencer e Charlotte passa a ser algo maior para os dois que começam a confundir realidade do fingimento, o desejo físico começa a tomar forma em pequenos gestos e os sentimentos de amizade começam a se emaranhar levando os dois a uma agitação inexplicável.


Infelizmente a leitura desse livro não funcionou muito comigo, acho que deu pra perceber na nota acima, mas espera que eu vou explicar...

Spencer é um personagem muito arrogante e egocêntrico, é preciso reconhecer que a autora o descreve como um sedutor muito atraente, o que se torna inegável ao longo das páginas, mas esses atributos acabam se perdendo pela postura totalmente detestável do personagem que só sabe falar no seu órgão sexual (ahhhhhhhhhh! Por favor, um embuste total). Charlotte é apresentada como uma mulher forte, determinada e desejável, mas ao longo da história se descaracterizou totalmente se mostrando infantil e insegura, dentro da medida do que foi apresentado sobre a personagem, sendo esse mais um ponto desfavorável, pois pouco se sabe sobre Charlotte que é protagonista ao lado de Spencer. Os personagens secundários passam como um borrão, tendo pequeno destaque Nick que será protagonista do próximo livro e a irmã de Spencer.

A história em si, narrada em primeira pessoa por Spencer, é composta por diversos clichês do gênero o que não é de todo ruim, mas a fundamentação da trama é empobrecida e sem profundidade, além de um desenvolvimento cansativo sempre mediado pelos comentários de Spencer sobre seu órgão sexual. Infelizmente a autora não criou nenhum elemento diferenciador ao gênero que garantisse um destaque e singularidade à obra, apesar disso ela soube bem como construir o relacionamento dos melhores amigos, mas tratou de forma muito superficial, tanto a parte da amizade quanto do relacionamento construído depois da mentira de Spencer sobre o noivado, acredito que isso devido ao fato de a história se passar em um espaço curto de tempo, um pouco mais que uma semana.

Sobre os aspectos físicos do livro: a diagramação está muito boa; a fonte e tamanho da letra, assim como a coloração das páginas são adequadas à leitura e a favorecem; o livro passa a impressão de ter mais páginas, mas as mesmas são de espessura maior que o tradicional, conferindo esse aspecto. Sobre a capa tenho a opinião de que a mesma é adequada ao gênero, mas achei um pouco apelativa, não me atraiu tanto assim, apesar de "Rock" estar escrito em um dourado maravilhoso que destacou muito bem.

Para concluir, eu tinha expectativas razoavelmente altas em relação ao livro e já sabia que o personagem tem as características que citei acima, mas não pensei que elas me deixaram tão incômoda e irritada com ele o tempo inteiro, tendo sido impossível me sentir conquistada por ele, assim como pela protagonista que se descaracterizou ao longo da trama. Também considerei a história um atentado à inteligência feminina, porque passou ideia de que qualquer mulher perderia a cabeça só de estar perto de Spencer (o que é isso? POR FAVOR, NÉ!) que, mesmo sendo o tal bam-bam-bam da sedução, soltava cada cantada fraca sem sentido e se mostrou um total ignorante em relação aos sentimentos de Charlotte. Foi o meu primeiro contato com a narrativa da autora que tem o mérito de envolver o leitor, é uma leitura fácil e fluída, mas a história em si pecou muito para me agradar; pretendo continuar na leitura da série, porque não gosto de deixar inacabada e porque acho que "Mister O" pode me agradar mais, uma vez que as aparições de Nick nesse primeiro livro foram uma brisa calmante através de um personagem querido e divertido.

Espero que, aqueles que tenham gostado do livro, entendam que essa é a minha opinião sincera, não estou tentando ofender ninguém, mas realmente faltou muito para o livro me encantar, por isso a nota com apenas uma estrela.

E agora, será que "Mister O" vai me conquistar? Espero que sim!

Beijos e até o próximo post.



SÉRIE "BIG ROCK"


| RESENHA | Palácio de Mentiras (Erin Watt)

17 de setembro de 2018

Olá pessoal! Estão bem?

Trilogia iniciada em 2018.
Trilogia concluída em 2018.
E uma salva de palmas, por favor, porque sou a rainha de séries/trilogias inacabadas (eu sei que foi lançado o livro 4, mas é spin off, então considero que terminei a história de Reed e Ella).

Vamos à resenha do terceiro livro da série "The Royals"... é a vez de "Palácio de Mentiras".


** Àqueles que não leram a série, mas tem interesse, cuidado que a sinopse do livro já traz spoilers dos livros anteriores **



Palácio de Mentiras | The Royals #3

Sinopse: De inimigos mortais a aliados improváveis, dois adolescentes tentam proteger tudo o que mais importa para eles. Ella Harper foi capaz de superar cada um dos obstáculos que surgiram em seu caminho. Forte e resiliente, ela está disposta a fazer o que for preciso para defender as pessoas que ama. Mas lidar com o retorno do pai desaparecido e com o namorado cuja vida está por um fio pode ser demais para a jovem. Reed Royal tem um temperamento afiado e punhos ágeis. Mas sua habilidade para resolver problemas com violência já não é mais o bastante. Se ele quiser salvar a si mesmo e a sua garota, ele terá que superar o passado e sua reputação manchada. Ella precisa ser forte para lidar com os Royal... isso se Reed não destruir sua própria família antes.


Erin Watt | Romance | 384 páginas | 2018 | Editora Essência






ESTA RESENHA PODE CONTER SPOILERS 
DOS LIVROS ANTERIORES






No desfecho da trilogia que conta a história de Ella e Reed os dois terão que lidar com fantasmas do passado e todos os obstáculos que os acompanham. O final de "Príncipe Partido" jogou sobre Reed uma notícia bombástica que terá desdobramentos em "Palácio de Mentiras" e mostrará que as consequências são drásticas frente aos atos mais severos e que, nesses casos, o dinheiro não é salvação. Ella também terá um encontro inesperado com o passado: seu pai, tido como morto, surge à porta dos Royals e reivindicará seus deveres e direitos paternos, passará a cuidar e controlar a vida de Ella colocando a protagonista em uma "saia justa" quando começa a ter sua liberdade restringida no momento em que mais precisa estar ao lado de Reed.




















Diferente dos primeiros livros, "Palácio de Mentiras" é o livro que menos apresentou reviravoltas na história e manteve uma trajetória um pouco mais linear sem deixar de lado todo o melodrama próprio da trama que, nesse terceiro livro, está bem carregado com algumas revelações que impactam diretamente a vida de Ella e Reed. Nos livros anteriores as reviravoltas causam impacto na vida de todos, mas em "Palácio de Mentiras" as autoras focaram totalmente nas consequências que essas guinadas impuseram à vida de Ella e Reed, justamente por se tratar do livro que fecha a história dos dois.

Apesar da narrativa fácil a história tem uma atmosfera pesada onde só acontecem coisas ruins, não necessariamente em um nível de drama emocional e psicológico, coisas ruins que tornaram a história cansativa de ler e muito maçante em alguns momento ao ponto de deixar o livro de lado, porque a cada página virada era mais uma situação desagradável ou negativa.

Achei que a história focou bastante em Reed, mesmo que seja um desfecho para Ella também. Em "Palácio de Mentiras" o amadurecimento de Reed é inegável e isso se deve ao fato de todas as dificuldades que passou a enfrentar, causadas por si ou por outros, tendo mostrado a ele que o poder do dinheiro que julgava ser ilimitado tem algumas fronteiras bem definidas. Ella, por sua vez, tem uma trajetória oposta: no primeiro livro era uma adolescente madura, forçada a isso pelas suas condições de vida mas que, ao viver sob a tutela de Callum Royal e todas os privilégios que o dinheiro proporciona, se permitiu ser uma jovem que não tem sobre os ombros as exigências de uma vida adulta.

Reed me encantou, deixou de ser aquele rapaz mimado, cheio de si, arrogante e esnobe; amadureceu forçadamente, parte disso em razão de Ella, mas muito pelas dificuldades que os acontecimentos ao seu redor lhe impuseram. Quanto a Ella, ao meu ver, as autoras mostraram, nesse livro, o seu comportamento como uma adolescente sem as responsabilidades de um adulto, como aquelas que ela tinha no primeiro livro da série; continua com respostas rápidas, diretas e sem filtro falando de forma ácida o que bem entende; mostra o seu lado mais infantil, mais rebelde, mais adolescente.

Os personagens secundários de "Palácio de Mentiras" são distintos em relação àqueles dos dois primeiros livros. Steve e Dinah serão personagens com papel necessário nesse terceiro livro, mas senti falta de maior interação de Easton e Val. Callum Royal tem sua presença bem marcada e está "de tirar o fôlego" em alguns momentos (ps.: eu gostaria de um livro sobre ele, ah, como gostaria), mesmo que em outros momentos seja bastante irritante e desanimador.

A história é escrita em capítulos intercalados narrados por Reed e Ella que, apesar de ser um formato que eu aprecio, achei meio confuso nesse livro. Não há muito o que falar da edição, só que o tamanho do livro é pequeno e a capa está bonita em cinza e prateado que realçam a imagem.

Eu esperava mais desse fechamento; achei que o primeiro livro surpreendeu ao criar uma trama forte, mas que foi desvanecendo aos poucos no segundo e terceiro livro. O ponto forte desse livro é, com certeza, o amadurecimento de Reed e seu comportamento forçadamente responsável; além disso, a mensagem por trás da história de que em algum momento a realidade dos atos alcança até aqueles que se consideram inatingíveis é muito pertinente aos jovens (e até a alguns adultos) que se julgam estar acima ou além de quaisquer consequências. Um livro que ficou às voltas de uma situação, com uma guinada inédita mas que teve uma evolução rápida demais... conclusão: um final corrido.

Vocês já começaram essa leitura ou não se interessam por esses livros? Eu não vejo a hora de ler o livro de Easton e saber um pouco mais sobre esse personagem marcante.

Beijos e até logo!



TRILOGIA "THE ROYALS"


 1. Princesa de Papel | {Resenha}
2. Príncipe Partido | {Resenha}
3. Palácio de Mentiras
4. Herdeiro Caído | Spin-off
5. Cracked Kingdom | Ainda não lançado no Brasil


| RESENHA | Uma Dobra no Tempo (Madeleine L'Engle)

12 de setembro de 2018

Olá, tudo certo?

Fantasia, ficção científica e jovem adulto, três gênero em um livro só! Uma Dobra no Tempo é o primeiro livro da série homônima que tem conquistados fãs pela sua originalidade.

Mesmo que ficção científica não seja um gênero que estou acostumada a ler, foram tantos os comentários positivos que li sobre o livro que me deixaram curiosa para conferir a história somado ao fato de que estou me interessando em ler gêneros não tão corriqueiros nas minhas leituras.

Então, feito! Livro lido, é hora da resenha.


Uma Dobra no Tempo | Uma Dobra no Tempo #1

Sinopse: Um clássico da fantasia e da ficção científica emerge!
Era uma noite escura e tempestuosa; a jovem Meg Murry e seu irmão mais novo, Charles Wallace, descem para fazer um lanche tardio quando recebem a visita de uma figura muito peculiar. “Noites loucas são a minha glória”, diz a estranha misteriosa. “Foi só uma lufada que me pegou de jeito e me tirou da rota. Descansarei um pouco e seguirei meu rumo. Por falar em rumos, meu doce, saiba que o tesserato existe, sim.” O que seria um tesserato? O pai de Meg bem andava experimentando com a quinta dimensão quando desapareceu misteriosamente... Agora, com a ajuda de três criaturas muito peculiares, chegou o momento de Meg, seu amigo Calvin e Charles Wallace partirem em uma jornada para resgatá-lo. Uma jornada perigosa pelo tempo e o espaço. Uma dobra no tempo é uma aventura clássica, que serviu de inspiração para os mestres da fantasia e da ficção científica do mundo, agora adaptada para os cinemas pela Disney. Junte-se à família Murray nesta jornada, entre criaturas fantásticas e novos mundos jamais imaginados.


Madeleine L'Engle | Fantasia | Ficção Científica | 240 páginas | 2017
Editora HarperCollins




Os pais de Meg Murry sempre estiveram envolvidos em experimentos físicos, seu irmão Charles Wallace não é uma criança como as outras, a mãe de Meg tem um laboratório anexo à casa da família onde sempre há alguma coisa fumegando e o pai deles está desaparecido... em meio a tudo isso, a família recebe uma visita inusitada no meio da noite falando coisas estranhas incompreensíveis para Meg, mas que fazem todo o sentido para seu irmão e, desse momento em diante, a vida de Meg mudará começando uma peregrinação espacial. Meg e seu irmão estarão acompanhados de um amigo inesperado, Calvin, além de outras três senhorinhas muito peculiares que os mostrarão o que é o tesserato e, também, alguns outros mistérios escondidos no espaço que mexerão com a noção de tempo que os três conhecem.



Uma Dobra no Tempo levará o leitor em uma viagem espacial, mas não do tipo que vemos em filmes de ficção científica, pois nessa história não existem naves espaciais; a combinação de ficção científica e fantasia se dá sem reservas ou dificuldades, acontece de forma natural e contribui para toda a atmosfera misteriosa do livro. Eu admito que tive um pouco de dificuldade de me sentir envolvida pela história, precisei de um esforço extra para adentrar no universo criado pela autora que é bastante confuso, são tantas informações soltas sem explicação que passa a ideia de ser uma narrativa desordenada quando, na verdade, a autora vai criando o universo singular da série.

Assim como a história, os protagonistas são incomparáveis. Meg é cheia de energia, curiosidade e perguntas é o que não lhe faltam, além de muito amor pela sua família, lealdade e disposição para defender até o final aqueles que ama. Charles Wallace é uma criança única, peculiar, com comportamentos muito adultos e tem destaque na história pelo vocabulário e atitudes maduras, apesar de pouquíssima idade. Calvin é Calvin, um amigo que caminha junto, que conquista pela leveza e características agradáveis. É fácil se encantar por cada um deles. Os personagens secundários têm uma participação determinante na história e conduzem a trama em alguns momentos tornando-se indispensáveis para a evolução da trama. O que mais me deslumbrou em relação aos personagens, no geral, é a sensibilidade que demonstraram, a empatia e o envolvimento que manifestam em relação aos outros, aos seus problemas e dificuldades.

Preciso dizer que terminei a leitura um pouco desnorteada, porque Uma Dobra no Tempo é uma história totalmente aberta em que os fatos não são bem esclarecidos, na qual a fantasia está firmemente ligada ao mistério que é o que confere encanto à trama e conduz o leitor pelo caminho da curiosidade. Concluí o livro sem muitas expectativas em relação à sequência, mas isso não é algo ruim nesse caso, isso aconteceu porque estou um pouco perdida em meio a tanta informação, mas acredito que o universo da história é tão rico que está sendo construído aos poucos e que, nos próximos livros, as respostas virão aos poucos delineando melhor os contornos da história.

Quem gosta ou se interessa por ficção científica e fantasia?

Beijos e até!



 SÉRIE "UMA DOBRA NO TEMPO"

| RESENHA | Um Beijo Inesquecível (Julia Quinn)

10 de setembro de 2018

Oi! Tudo certo?

Romance de época, Julia Quinn, "Os Bridgertons"... hoje a resenha será do sétimo livro da série queridinha entre os romances de época e nesse livro a história de amor será de Hyacinth, a irmã caçula desse grupo de irmãos tão adorados pelos leitores. 

Vamos de resenha então!

Um Beijo Inesquecível | Os Bridgertons #7

Sinopse: Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples e de tão complicado quanto um beijo.

Julia Quinn | Romance de época | 272 páginas | 2016 | Editora Arqueiro



Hyacinth é a caçula de oito irmãos e tem o temperamento mais sagaz de todos, fato esse que é notório na alta sociedade londrina e motivo pelo qual Hyacinth encontra dificuldades para se casar, pois suas atitudes tão impetuosas e a "língua solta e afiada" assustam os pretendentes. Além disso tudo, Hyacinth não encontrou um pretendente a sua altura até conhecer Gareth St. Clair. Lady Danbury e o diário da avó de Gareth são as razões que aproximam os dois que passam a ter encontros semanais mostrando à Hyacinth que ela pode estar frente a frente com o primeiro pretende elegível ao casamento conforme os seus padrões de elegibilidade, enquanto Gareth, libertino assumido, precisa aprender a lidar com uma dama astuta, que não reserva seus pensamentos para si e que lhe deixa atordoado com os sentimentos que começam a aflorar... em uma jornada de descobertas sobre o passado e sobre sentimentos ainda não explorados, Hyacinth e Gareth precisam decidir se querem descobrir mais estando um ao lado do outro.



















Mais uma vez Julia Quinn traz um romance de época de narrativa fluída que, apesar do gênero, traz a história em um vocabulário bastante atual com descrições fáceis. A edição segue  os moldes dos livros anteriores, letras em tamanho muito bom para leitura e páginas amareladas que garantem conforto aos olhos. A capa também segue um padrão, não é a mais interessante da série, mas o cenário é um dos mais bonitos (na minha opinião!).

A edição está muito boa, mas o que fez perder pontos realmente foram a história e os personagens que, em conjunto, me decepcionaram bastante.

Primeiro, a história. Esse foi o romance "menos romance" da série, até o momento. É sabido que os livros do gênero são totalmente romantizados e que as histórias reais passavam longe dos romances de amor que acompanhamos nas histórias dos livros, mas é inegável que os leitores procuram esse tipo de história romantizada quando leem romances de época. Infelizmente "Um Beijo Inesquecível" não atendeu essa minha expectativa... achei a história toda muito mecânica, parecia que os personagens estavam estabelecendo um contrato totalmente desprovido de sentimentos e o que os motivou ao interesse mútuo foi muito frio e leviano. Além disso, não senti que houve uma interação natural entre os personagens, me pareceu tudo forçado, um relacionamento objetivo e racionalizado. Ao final do livro senti como se esse livro não tivesse a essência dos romances de época que encontramos em outros livros da Julia Quinn.

E chegamos aos personagens! Hyacinth tem uma personalidade ácida, é astuta e singular, mas se reduz frente à Gareth, perde sua autoconfiança. Me desapontei ao ver que a autora criou uma personagem forte e bem resolvida, mas que se transformou completamente e se reduziu às voltas de um homem. Além disso, a família Bridgerton me tirou um pouco do sério nesse livro, porque todos agem como se Hyacinth não fosse um bom partido por causa da sua personalidade e que encontrar um marido para ela é como uma benção. Eu entendo que à época não se esperava que as mulheres tivesse uma personalidade forte e falassem o que pensam, mas foi um balde d´água fria ver que a autora criou uma mulher à frente do seu tempo e depois tentou remodelá-la conforme à época para atender às práticas casamenteiras. Agora, Gareth... um libertino arrogante e intransigente que, apesar de ter uma personalidade marcante, não é nada lisonjeiro e desdenha Hyacinth sempre que pode, mesmo que de forma sutil. Achei o protagonista com o maior comportamento interesseiro dessa série, egoísta, está sempre tentando encontrar qual benefício pode tirar do seu relacionamento com Hyacinth, seja ele amoroso ou não. O personagem não tem a capacidade de conquistar e fazer o leitor se apaixonar.

Mas porquê então o livro ganhou duas estrelinhas? Mesmo que os personagens não tenham me conquistado, a interação entre eles é muito divertida e me proporcionaram algumas risadas; além disso, Lady Danbury, que está mais presente nesse livro, é uma personagem carismática, traz um pouco de alegria e emoção à história e faz toda a diferença no seu desenrolar.

Sinto terminar a resenha dizendo que "Um Beijo Inesquecível" foi uma leitura desinteressante, uma história morna sem muitos atrativos com personagens práticos e objetivos onde faltam "faíscas" para aquecer o romance que se apresenta como uma "estratégia do que é melhor para quem". Uma história e narrativas que não tiveram a capacidade de conquistar o leitor, de fazer se apaixonar.

Beijos e até mais.

| RESENHA | O Silêncio das Águas (Brittainy C. Cherry)

20 de agosto de 2018

Olá!!

Sigo avançando na leitura de séries e a escolhida da vez foi "Elementos" da Brittainy C. Cherry. Cheguei ao terceiro livro - "O Silêncio das Águas" - que virou um queridinho, ganhou meu coração, e merece uma resenha bem bonita pra empolgar outros leitores a lerem esse romance com uma generosa "pincelada" de drama para deixar o coração pequenininho.

Vamos à resenha!

 
O Silêncio das Águas | Elementos #3

Sinopse: Da autora de O Ar Que Ele Respira e A Chama Dentro de Nós, uma história de amor que precisará vencer todos os obstáculos.

Quando a pequena Maggie May presencia uma cena terrível à margem de um rio, sua vida muda por completo. A menina alegre que vive saltitando de um lado para o outro e tem uma paixonite por Brooks Griffin, o melhor amigo de seu irmão, sofre um trauma tão grande que acaba perdendo a voz. Sem saber como lidar com o problema, sua família se vê em uma posição difícil e tenta procurar ajuda, mas nenhum tratamento vai adiante. Ao longo dos anos, Maggie aprende sozinha a conviver com os ataques de pânico e, sem conseguir sair de casa, encontra refúgio nos livros. A única pessoa capaz de compreendê-la é Brooks, que permanece sempre ao seu lado. A cumplicidade na infância se transforma em amizade na adolescência, até que um dia eles não conseguem mais negar o amor que sentem um pelo outro. Mas será que o forte sentimento que os une poderá resistir aos fantasmas do passado e a um acontecimento inesperado, que os forçará a navegar por caminhos diferentes?


Brittainy C. Cherry | Romance | 364 páginas | 2017 | Editora Record




Maggie é uma criança doce, cheia de vida que está sempre tagarelando e cantando; gosta de Brooks e decidiu que vai se casar com ele, tendo anunciado o casamento ao jovem noivo que recebeu a notícia incrédulo, pois acha Maggie chata e não poderia ter o sorriso mais feio do mundo, só tolerando a menina porque é irmã do seu melhor amigo. Mas Maggie não desiste e já tem, até mesmo, o ensaio do casamento programado para ser realizado no bosque. Maggie avisa Brooks onde deve lhe encontrar para este ensaio e ela o espera com uma gravata bonita... e não aquela marrom horrorosa que ela conhece! O que Maggie não imagina é que seu "ensaio de casamento" se transformará em um trauma de vida, inimaginável, algo que lhe calará para o mundo e lhe tirará seu brilho. Enquanto Maggie sofre os efeitos diretos desse trauma, sua família experimentará todos os impactos desse evento de forma indireta e Brooks será atormentado para sempre pelo que aconteceu à Maggie. E, nesse caminho tortuoso, todos terão que encontrar uma forma de viver... de sobreviver!


Em "O Silêncio das Águas" conhecemos a história de Maggie e Brooks, a qual será narrada em primeira pessoa pelos protagonistas, em capítulos intercalados seguindo os moldes dos livros anteriores, com ênfase maior na narrativa de Maggie. Neste terceiro livro a linha temporal dos eventos é linear com saltos consideráveis de tempos, começando a história aos 10 anos de Maggie, depois aos 18 e, por fim, aos 28 anos. A edição está muito bonita, a capa é linda e o título está muito bem ajustado à história. 

Em um drama muito bem construído, a autora retrata as consequências que um trauma causa na vida de uma pessoa, a abrangência dos efeitos no psicológico da pessoa traumatizada e os intensos reflexos nas pessoas que, indiretamente, sofrem junto com a vítima. No caso de Maggie esse trauma tem consequências severas transformando a vida da personagens e alcançando toda a sua família, mostrando as ramificações e a dimensão desse impacto. Nesse ponto acho bem importante fazer referência à nota da autora antes do início da história, pois Brittainy deixa claro ao leitor que os fundamentos da história não são baseados somente na sua criatividade, mas a própria autora sofreu um abalo que lhe acometeu assim como a personagem, claro que em outras proporções, mas da mesma forma teve consequências na sua vida. Achei bem interessante saber disso de antemão e saber que a autora escreve com ainda mais propriedade sobre o assunto. 

Achei os personagens muito bem construídos com capacidade de criar o sentimento de empatia no leitor. O foco principal da trama é Maggie, por isso Brooks teve sua vida um pouco negligenciada na história, o que eu considerei um ponto negativo, mas mesmo assim o protagonista conquista com sua personalidade amável, comportamento digno, altruísta, cuidadoso e amoroso. Os personagens secundários foram bem explorados e isso contribuiu para criar um enredo mais robusto, demonstrando o quanto a vida de Maggie, seus familiares e amigos foi afetada.

"O Silêncio das Águas" é o drama com o romance mais doce e inocente dentre os três livros que li da série e isso se dá pelo fato de a história começar com os protagonistas ainda crianças e manteve essa atmosfera de inocência ao longo do livro, especialmente em virtude das sequelas que o trauma de Maggie causou. O livro tem algumas cenas mais eróticas, mas não chegam perto daquelas narradas nos dois primeiros livros da série, tanto em quantidade quanto em intensidade.

Um drama intenso de apertar o coração que clama ao leitor para se colocar no lugar de uma criança traumatizada, enxergar e sentir as consequências de um ato negativamente transformador, mas também é uma história que mostra a força e o poder de 'ouvir' e 'observar' em um mundo onde todos procuram 'falar' e 'julgar' antes de entender. "O Silêncio das Águas" leva o leitor a experimentar a sensação de cumplicidade que a intimidade promove entre pessoas que se dedicam a entender o outro e se colocar no lugar da outra pessoa sem julgamentos.

A narrativa continua brilhante com uma fluidez única capaz de levar o leitor a devorar o livro rapidinho e desenvolvimento é descomplicado apesar da seriedade do tema apresentado. A história teve um fechamento bem elaborado criando vínculos com o início da trama como se fosse um ciclo. O primeiro livro da série já era um favorito (e continua sendo!), mas "O Silêncio das Águas" me conquistou totalmente e é o queridinho da série até o momento. Então, leitura super recomendada! E, para quem ainda não sabe, os livros tem histórias independentes e não precisam ser lidos na ordem de lançamento.

E agora, ansiosa para a leitura do último e derradeiro livro da série, com altíssimas expectativas, como não poder seria diferente! 

Quem leu ou está lendo a série "Elementos"? Gostaram do terceiro livro?

Beijos e até o próximo post.



SÉRIE "ELEMENTOS"

1. O Ar Que Ele Respira | {Resenha}
2. A Chama Dentro de Nós | {Resenha}
3. O Silêncio das Águas
4. A Força que nos Atrai

| PONTO DE VISTA | Bela Redenção (Jamie McGuire)

14 de agosto de 2018

Olá! Tudo certinho?

Em 2014 eu li a série "Belo Desastre" da Jamie McGuire e lembro de ter adorado os livros, tanto que os li quase um atrás do outro. Acredito que hoje eu teria considerações diferentes sobre os livros e, provavelmente, não adoraria tanto assim a história de Travis e Abby. Concluí a série, mas aí surgiu uma série spin-off - "Irmãos Maddox" - e, como eu já comentei aqui, não gosto de deixar séries/trilogias inacabadas, sendo assim eu sentia que precisava saber o que acontecia com os irmãos de Travis, por isso comecei minha incursão do spin-off tendo chegando ao segundo livro de um total de cinco. 

Quer saber um pouco mais sobre "Bela Redenção" sob o meu ponto de vista? Então vamos lá!