RESENHA | No Seu olhar - Nicholas Sparks

10 de dezembro de 2018

Autor consagrado por livros de romance e drama, Nicholas Sparks presenteia seus leitores com um livro sobre um amor maduro e real conduzindo-os através de uma história marcada pelo passado dos personagens enquanto a reestruturação pessoal é o que norteia as suas vidas em meio a um suspense bem construído que deixará os leitores surpreendidos com cenas de ação de um bom thriller fundidas à história e um incentivo a se tornar detetive busca de respostas para tantas perguntas que vão se formando ao longo da história. 


Filha de imigrantes mexicanos, Maria Sanchez é uma advogada inteligente, bonita e bem-sucedida que aprendeu cedo o valor do trabalho duro e de uma rotina regrada. Porém um trauma a faz questionar tudo em que acreditava e voltar para sua cidade natal, a pequena Wilmington.

A cidade também é o lugar que Colin Hancock escolheu para se dar uma segunda chance. Apesar de jovem, ele sofreu mais violência e abandono do que a maioria das pessoas. Também cometeu sua parcela de erro e magoou mais gente do que gostaria. Agora está determinado a mudar de vida, tornar-se professor e dar às crianças o carinho e a atenção que ele próprio não teve.

Colin e Maria não foram feitos um para o outro, mas um encontro casual durante uma tempestade mudará o rumo de suas histórias. Ao confrontar as diferenças entre os dois, eles questionarão as próprias convicções. E ao enxergar além das aparências, redescobrirão a capacidade de amar.

Porém, nessa frágil busca por um recomeço, o relacionamento deles é ameaçado por uma série de incidentes suspeitos que reaviva antigos sofrimentos. E quando um perigo real começa a se impor, Colin e Maria precisam lutar para que o amor sobreviva.

Com uma trama madura e repleta de emoções e de suspense, No Seu Olhar mostra que o amor às vezes é forjado em crises que ameaçam nos destruir e que o primeiro passo para a felicidade é acreditar em quem podemos ser.

LEITURAS | Novembro 2018

7 de dezembro de 2018

Oii..

Fechei o mês de novembro com apenas 5 livros lidos, pouquíssimas postagens no blog e no Instagram, e  muita correria por conta do final do ano... quem não está passando por essa loucura toda que novembro e dezembro reservam me ensina qual o segredo, porque eu sou uma pessoa organizada (pelo menos assim me considero), mas acabo sempre tendo atividades e coisas a fazer acumuladas nessa época! Enfim, chega de papo e vamos ao que interessa nesse post...




RESENHA | Nossa Música - Dani Atkins

4 de dezembro de 2018

Um livro feito para emocionar e devastar! Talvez "Nossa Música" tenha uma capa muito inocente para uma história com emoções tão viscerais, para sentimentos tão profundos que farão o leitor sentir a dor sentida pelos personagens... Não mesmo! Eu não estava preparada para essa leitura, mas sou extremamente grata por tê-la feito, porque se tornou um dos meus livros favoritos do ano, mesmo que tenha me deixado devastada e, literalmente, me feito chorar nas últimas páginas.


Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte.

Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam.

Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente.

RESENHA | O Perfume da Folha de Chá - Dinah Jefferies

30 de novembro de 2018

"O Perfume da Folha de Chá" é um drama que poderia ser transformado em filme considerando a riqueza descritiva com a qual a história é narrada em terceira pessoa, repleta de sutilezas levando o leitor ao exótico cenário do Ceilão, lugar intrigante e convidativo que impacta pelo choque cultural descrito nos hábitos e na forma de pensar/agir dos habitantes.


Um homem atormentado por seu passado. Uma mulher diante da escolha mais terrível de sua vida.

Em 1925, a jovem Gwendolyn Hooper parte de navio da Escócia para se encontrar com seu marido, Laurence, no exótico Ceilão, do outro lado do mundo. Recém-casados e apaixonados, eles são a definição do casal aristocrático perfeito: a bela dama britânica e o proprietário de uma das fazendas de chás mais prósperas do império.

Mas ao chegar à mansão na paradisíaca propriedade Hooper, nada é como Gwendolyn imaginava: os funcionários parecem rancorosos e calados, e os vizinhos, traiçoeiros. Seu marido, apesar de afetuoso, demonstra guardar segredos sombrios do passado e recusa-se a conversar sobre certos assuntos.

Ao descobrir que está grávida, a jovem sente-se feliz pela primeira vez desde que chegou ao Ceilão. Mas, no dia de dar à luz, algo inesperado se revela. Agora, é ela quem se vê obrigada a manter em sigilo algo terrível, sob o preço de ver sua família desfeita.

| RESENHA | Simplesmente o Paraíso (Julia Quinn)

6 de novembro de 2018

Oi!

Em outubro a escolha para leitura temática do mês foi o primeiro livro da série "Quarteto Smythe-Smith", romance de época da autora Julia Quinn e hoje eu trago a resenha dessa história divertida e delicada que inicia maravilhosamente bem essa série composta por quatro livros.

Simplesmente o Paraíso | Quarteto Smythe-Smith #1

Sinopse: Honoria Smythe-Smith é parte do famoso quarteto musical Smythe-Smith, embora não se engane e saiba que o dito quarteto carece sequer do menor sentido musical e tem esperanças postas que esta seja a última vez que se submeta a semelhante humilhação. Esta será sua temporada e com um pouco de sorte conseguirá um marido. Durante um jantar, põe seus olhos em Gregory Bridgerton, um dos mais jovens da família Bridgerton. Sabe que não está apaixonada, mas ele parece uma opção mais que válida. Marcus Holroyd é o melhor amigo do irmão de Honoria, Daniel, que vive exilado na Italia. Ele prometeu olhar por ela e leva suas responsabilidades muito seriamente. Odeia Londres e durante toda a temporada, permaneceu vigilante e intermediou quando acreditava que o pretendente não era o adequado. Honoria e Marcus compartilham uma amizade, pouco atípica, fruto dos anos que se conhecem e que o torna parte da família. Entretanto, um desafortunado acidente faz que ambos repensem sua relação e encontrem a maneira de confrontar o que surge entre eles, se tiverem coragem suficiente.

Julia Quinn | Romance de época | 272 páginas | 2017 | Editora Arqueiro 


Honoria é uma das jovens damas que fazem parte do quarteto musical da família cujo concerto apresentado todos os anos é motivo de escárnio mascarado por parte da alta sociedade que comparece por se tratar de um evento social e não por causa do talento musical das integrantes. É uma vergonha, mas Honoria se mantém fiel à tradição por respeito e amor à família. Marcus é o herdeiro taciturno de um conde que tenta, ao máximo, escapar dos eventos sociais da alta sociedade londrina, mas sempre se fez presente aos concerto do quarteto por respeito àquela família que o acolheu como filho e, também, como parte da promessa que fez ao irmão de Honoria. Marcus e Honoria se conhecem desde a infância e, após alguns anos afastados, os dois voltam a manter contato especialmente quando Marcus está acamado acometido por uma doença que lhe incapacita totalmente e Honoria lhe presta toda a ajuda e auxílio nesse momento de recuperação. Enquanto a vida de Marcus está por um fio os sentimentos que afloram começam a se misturar causando confusão no pensamento dos dois.




Um romance de época doce, leve e divertido, "Simplesmente o Paraíso" é uma leitura deliciosa, com apenas 272 flui com naturalidade no estilo próprio de Julia Quinn que garante sempre ao leitor uma experiência singular com seus romances e personagens cativantes.

Honoria é divertida mesmo quando este não é seu objetivo e declara seu amor pela família desde muito cedo; o início da história nos apresenta Honoria na sua infância e, com apenas 6 anos, a personagem tem uma capacidade de conquistar o leitor que perdura ao longo de todo o livro. Ela é uma personagem de personalidade marcante, mas delicada, que não escapa das garras da alta sociedade e, por isso, precisa encontrar um marido, mas essa busca vem acompanhada fortemente do desejo de encontrar um amor, alguém para constituir uma família verdadeira como a sua na qual cresceu e aprendeu o verdadeiro significado de família.

Marcus é reservado e desde criança teve dificuldades para se relacionar com as pessoas, resultado de uma infância marcada pela negligência emocional e presencial dos pais, mas encontra na família de Honoria um amparo e, aos poucos, começa a se sentir parte dela. Ao longo das páginas é fácil enxergar a necessidade do personagem em se sentir parte de um todo, mas as mágoas da infância estão enraizadas no seu ser lhe atormentando e parece que apenas Honoria consegue abrir caminhos para chegar aos desejos mais ocultos de Marcus.

Os personagens secundários são trazidos de forma passageira, desempenhando seu papel, sendo apresentados na medida do necessário para se fazerem conhecidos, não existe aprofundamento deles o que pode deixar o leitor curioso, mas de forma alguma prejudica a história.

A história é desenvolvida com muita leveza, é agradável pois é livre de maquinações e maldades mais obscuras; a interação do casal é muito gostosa de acompanhar e o relacionamento evolui mostrando camada por camada o crescimento do sentimento, um vai reconhecendo o outro através de um novo olhar e, também, o relacionamento é conduzido pela delicadeza e calidez juvenil que combina com os personagens. Tanto Honoria quanto Marcus demonstram uma necessidade de pertencimento, e essa é a raiz que conduz a história, enquanto a dele é uma necessidade latente, clara e determinada, a de Honoria é discreta e vai aos poucos se revelando nas suas atitudes e observações.

Uma das certezas dos romances de época é que o casal ficará junto no final e que as dificuldades são superadas, mas o grande diferencial de cada um desses livros está na construção da história, quais serão os elementos que garantirão originalidade à trama e lhe conferirão singularidade. No caso de "Simplesmente o Paraíso" é fácil perceber que a história se destina à garantir uma leitura encantadora e despretensiosa, mas o grande diferencial está no pano de fundo da história que traz o famoso quarteto musical da família Smythe-Smith o qual aparece até em livros de outra série da autora, Os Bridgertons, e que garante alguns momentos bem divertidos à trama e demonstra o lado mais amoroso de Honoria.

Preciso falar que a capa desse livro é lindíssima e combina perfeitamente com a história de Marcus e Honoria, tem um toque de seda que complementa sem exagero; não encontrei erros textuais, é muito fácil de ler, quando me dei conta já tinha lido mais da metade do livro. Não achei o melhor livro da Julia Quinn, acredito que outros da série poderão me encantar mais, mas foi um ótimo início, apesar de um pouco superficial e sentir diferença na narrativa da autora, não há que se fazer maiores ressalvas, pois acredito que o objetivo seja o divertimento despretensioso como um filme de sessão da tarde.

Quem já leu essa série? Qual o livro favorito?

Quem não leu, se interessa?

Beijos e até logo!