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RESENHA | O Caminho para Casa - Kristin Hannah

17 de dezembro de 2018

Uma história dividida por uma escolha que levará a desdobramentos conflituosos, o passado que deixará a marca definitiva no futuro de uma família... amor e amizade, desespero e ódio, entrega e perda, culpa e redenção; cicatrizes que machucam e fazem renascer. Até que ponto podem todos esses sentimentos convergirem? Esse não é só mais um livro sobre perdão, é muito mais do que isso.


Durante 18 anos, Jude pôs as necessidades dos filhos em primeiro lugar, e o resultado disso é que seus gêmeos, Mia e Zach, são adolescentes felizes. Quando Lexi começa a estudar no mesmo colégio que eles, ninguém em Pine Island é mais receptivo que Jude. Lexi, uma menina com um passado de sofrimento, criada em lares adotivos temporários, rapidamente se torna a melhor amiga de Mia. E, quando Zach se apaixona por ela, os três se tornam companheiros inseparáveis. Jude sempre fez o possível para que os filhos não se metessem em encrenca, mas o último ano do ensino médio, com suas festas e descobertas, é uma verdadeira provação. Toda vez que Mia e Zach saem de casa, ela não consegue deixar de se preocupar. Em uma noite de verão, seus piores pesadelos se concretizam. Uma decisão muda seus destinos, e cada um deles terá que enfrentar as consequências – e encontrar um jeito de esquecer ou coragem para perdoar.

O Caminho Para Casa aborda questões profundas sobre maternidade, identidade, amor e perdão. Comovente, transmite com perfeição e delicadeza tanto a dor da perda quanto o poder da esperança. Uma história inesquecível sobre a capacidade de cura do coração, a importância da família e a coragem necessária para perdoar as pessoas que amamos.

| 5 MOTIVOS PARA LER | O Sol é para Todos (Harper Lee)

27 de agosto de 2018

Oii! Tudo bem?

Clássico no Espiral de Livros? TEMOS!
Já comentei aqui no blog que eu gostaria de ter lido mais clássicos, então estou aos poucos buscando títulos que me atraem e me façam conhecer essas obras mais tradicionais.

Hoje, para inaugurar os posts sobre livros clássicos aqui no EL, trago 5 motivos para ler "O Sol é Para Todos". Vem conferir quais são eles?

| RESENHA | O Silêncio das Águas (Brittainy C. Cherry)

20 de agosto de 2018

Olá!!

Sigo avançando na leitura de séries e a escolhida da vez foi "Elementos" da Brittainy C. Cherry. Cheguei ao terceiro livro - "O Silêncio das Águas" - que virou um queridinho, ganhou meu coração, e merece uma resenha bem bonita pra empolgar outros leitores a lerem esse romance com uma generosa "pincelada" de drama para deixar o coração pequenininho.

Vamos à resenha!

 
O Silêncio das Águas | Elementos #3

Sinopse: Da autora de O Ar Que Ele Respira e A Chama Dentro de Nós, uma história de amor que precisará vencer todos os obstáculos.

Quando a pequena Maggie May presencia uma cena terrível à margem de um rio, sua vida muda por completo. A menina alegre que vive saltitando de um lado para o outro e tem uma paixonite por Brooks Griffin, o melhor amigo de seu irmão, sofre um trauma tão grande que acaba perdendo a voz. Sem saber como lidar com o problema, sua família se vê em uma posição difícil e tenta procurar ajuda, mas nenhum tratamento vai adiante. Ao longo dos anos, Maggie aprende sozinha a conviver com os ataques de pânico e, sem conseguir sair de casa, encontra refúgio nos livros. A única pessoa capaz de compreendê-la é Brooks, que permanece sempre ao seu lado. A cumplicidade na infância se transforma em amizade na adolescência, até que um dia eles não conseguem mais negar o amor que sentem um pelo outro. Mas será que o forte sentimento que os une poderá resistir aos fantasmas do passado e a um acontecimento inesperado, que os forçará a navegar por caminhos diferentes?


Brittainy C. Cherry | Romance | 364 páginas | 2017 | Editora Record




Maggie é uma criança doce, cheia de vida que está sempre tagarelando e cantando; gosta de Brooks e decidiu que vai se casar com ele, tendo anunciado o casamento ao jovem noivo que recebeu a notícia incrédulo, pois acha Maggie chata e não poderia ter o sorriso mais feio do mundo, só tolerando a menina porque é irmã do seu melhor amigo. Mas Maggie não desiste e já tem, até mesmo, o ensaio do casamento programado para ser realizado no bosque. Maggie avisa Brooks onde deve lhe encontrar para este ensaio e ela o espera com uma gravata bonita... e não aquela marrom horrorosa que ela conhece! O que Maggie não imagina é que seu "ensaio de casamento" se transformará em um trauma de vida, inimaginável, algo que lhe calará para o mundo e lhe tirará seu brilho. Enquanto Maggie sofre os efeitos diretos desse trauma, sua família experimentará todos os impactos desse evento de forma indireta e Brooks será atormentado para sempre pelo que aconteceu à Maggie. E, nesse caminho tortuoso, todos terão que encontrar uma forma de viver... de sobreviver!


Em "O Silêncio das Águas" conhecemos a história de Maggie e Brooks, a qual será narrada em primeira pessoa pelos protagonistas, em capítulos intercalados seguindo os moldes dos livros anteriores, com ênfase maior na narrativa de Maggie. Neste terceiro livro a linha temporal dos eventos é linear com saltos consideráveis de tempos, começando a história aos 10 anos de Maggie, depois aos 18 e, por fim, aos 28 anos. A edição está muito bonita, a capa é linda e o título está muito bem ajustado à história. 

Em um drama muito bem construído, a autora retrata as consequências que um trauma causa na vida de uma pessoa, a abrangência dos efeitos no psicológico da pessoa traumatizada e os intensos reflexos nas pessoas que, indiretamente, sofrem junto com a vítima. No caso de Maggie esse trauma tem consequências severas transformando a vida da personagens e alcançando toda a sua família, mostrando as ramificações e a dimensão desse impacto. Nesse ponto acho bem importante fazer referência à nota da autora antes do início da história, pois Brittainy deixa claro ao leitor que os fundamentos da história não são baseados somente na sua criatividade, mas a própria autora sofreu um abalo que lhe acometeu assim como a personagem, claro que em outras proporções, mas da mesma forma teve consequências na sua vida. Achei bem interessante saber disso de antemão e saber que a autora escreve com ainda mais propriedade sobre o assunto. 

Achei os personagens muito bem construídos com capacidade de criar o sentimento de empatia no leitor. O foco principal da trama é Maggie, por isso Brooks teve sua vida um pouco negligenciada na história, o que eu considerei um ponto negativo, mas mesmo assim o protagonista conquista com sua personalidade amável, comportamento digno, altruísta, cuidadoso e amoroso. Os personagens secundários foram bem explorados e isso contribuiu para criar um enredo mais robusto, demonstrando o quanto a vida de Maggie, seus familiares e amigos foi afetada.

"O Silêncio das Águas" é o drama com o romance mais doce e inocente dentre os três livros que li da série e isso se dá pelo fato de a história começar com os protagonistas ainda crianças e manteve essa atmosfera de inocência ao longo do livro, especialmente em virtude das sequelas que o trauma de Maggie causou. O livro tem algumas cenas mais eróticas, mas não chegam perto daquelas narradas nos dois primeiros livros da série, tanto em quantidade quanto em intensidade.

Um drama intenso de apertar o coração que clama ao leitor para se colocar no lugar de uma criança traumatizada, enxergar e sentir as consequências de um ato negativamente transformador, mas também é uma história que mostra a força e o poder de 'ouvir' e 'observar' em um mundo onde todos procuram 'falar' e 'julgar' antes de entender. "O Silêncio das Águas" leva o leitor a experimentar a sensação de cumplicidade que a intimidade promove entre pessoas que se dedicam a entender o outro e se colocar no lugar da outra pessoa sem julgamentos.

A narrativa continua brilhante com uma fluidez única capaz de levar o leitor a devorar o livro rapidinho e desenvolvimento é descomplicado apesar da seriedade do tema apresentado. A história teve um fechamento bem elaborado criando vínculos com o início da trama como se fosse um ciclo. O primeiro livro da série já era um favorito (e continua sendo!), mas "O Silêncio das Águas" me conquistou totalmente e é o queridinho da série até o momento. Então, leitura super recomendada! E, para quem ainda não sabe, os livros tem histórias independentes e não precisam ser lidos na ordem de lançamento.

E agora, ansiosa para a leitura do último e derradeiro livro da série, com altíssimas expectativas, como não poder seria diferente! 

Quem leu ou está lendo a série "Elementos"? Gostaram do terceiro livro?

Beijos e até o próximo post.



SÉRIE "ELEMENTOS"

1. O Ar Que Ele Respira | {Resenha}
2. A Chama Dentro de Nós | {Resenha}
3. O Silêncio das Águas
4. A Força que nos Atrai

| RESENHA | O Jogo do Amor/"Ódio" (Sally Thorne)

8 de agosto de 2018

Oii pessoal, como estão?

Me contem, vocês gostam de ler um livro não tão badalado que parece ter uma história legal, mas sem muita pretensão, que se revela uma história de aquecer o coração, borboletas no estômago e te deixar com um sorriso no rosto depois da leitura?

Convido  todos a lerem a resenha de "O Jogo do Amor/"Ódio", um livro que se encaixa perfeitamente nessa descrição.



O Jogo do Amor/"Ódio"
Sinopse: Sally Thorne surge na cena literária apresentando um ambiente de trabalho hilário e sensual em uma comédia sobre aquela conhecida linhazinha tênue entre o amor e o ódio. Lucy Hutton e Joshua Templeman se odeiam. Não é desgostar. Não é tolerar. É odiar. E eles não têm nenhum problema em demonstrar esses sentimentos em uma série de manobras ritualísticas passivo-agressivas enquanto permanecem sentados um diante do outro, trabalhando como assistentes executivos de uma editora. Lucy não consegue entender a abordagem apática, rígida e meticulosa que Joshua adota ao realizar seu trabalho. Ele, por sua vez, vive desorientado com as roupas coloridas de Lucy, suas excentricidades e seu jeitinho Poliana de levar a vida. Diante da possibilidade de uma promoção, os dois travam uma guerra de egos e Lucy não recua quando o jogo final pode lhe custar o trabalho de seus sonhos. Enquanto isso, a tensão entre o casal segue fervendo, e agora a moça se dá conta de que talvez não sinta ódio por Joshua. E talvez ele também não sinta ódio por Lucy. Ou talvez esse seja só mais um jogo.

Sally Thorne | Chick-lit | 400 páginas | 2017 | Universo dos Livros


Lucy e Joshua vivem em um constante jogo desde o momento em que foram forçados a trabalhar juntos, na mesma sala, após a fusão das editoras em que trabalhavam. Cada um manteve o seu cargo como assistente do CEO de cada uma das editoras e, para isso, passaram a trabalhar na mesma sala, mas o destino não poderia ter colocado duas pessoas mais opostas para trabalharem no mesmo ambiente e isso em termos pessoais e profissionais. Ela é divertida, bondosa e delicada; ele é taciturno, frio e dominante. Enquanto ela está sempre tentando agradar aos outros e espera o melhor de todos (com exceção do seu arqui-inimigo), Joshua não se importa se irá ferir alguém e sabe ser maldoso quando quer, além de ser dotado de um autocontrole que Lucy inveja, pois não consegue reprimir ou esconder seus sentimentos.

A aversão que nutrem um pelo outro se eleva a ódio e a tensão por trabalharem no mesmo ambiente cresce mais a cada dia tornando o clima carregado e essa atmosfera se espalha por toda a nova editora que sabe dessa repulsa que Joshua e Lucy tem bem definida entre si.

Todo esse sentimento raivoso levou os dois a disputarem "jogos" diariamente, como o 'Jogo do Encarar' e outros, que levam os participantes a comportamentos extremos e infantis buscando a vitória, esquecendo do profissionalismo nesse embate imaturo e sem contorno muito bem definidos.


















A história é narrada em primeira pessoa por Lucy em capítulos médios, os quais tem o início um pouco confuso, característica essa presente no início do livro até o leitor se sentir melhor situado na história, pois a escrita da autora é um pouco confusa, uma vez que a história não segue bem uma linha temporal. Apesar de ter 400 páginas o livro é bastante leve, o tamanho das letras é um pouco pequeno e as folhas são um pouco mais "grossinhas" do que eu gosto, mas tem uma coloração amarelada que facilita a leitura. A capa é bastante chamativa, não é tão bonita quanto extravagante, o título do livro é bem original e tem forte relação com a história. Encontrei poucos erros de português e/ou digitação na edição, mas nada que interfira ou prejudique o livro.

O relacionamento de Lucy e Joshua se dá, principalmente, no âmbito profissional, mas de forma muito sutil a autora fez a transição desse relacionamento para algo mais pessoal e, desse momento em diante, os personagens começam a mostrar o seu amadurecimento. A narrativa se torna magnífica e os diálogos são espontâneos trazendo realidade às páginas, existe muita naturalidade nas conversas dos personagens que faz com que o leitor se sinta participando das conversas.

O desenvolvimento da história pode se tornar um pouco cansativo até a metade do livro porque se limita bastante ao sentimento colérico dos personagens e suas constantes competições, mas aos poucos a história toma outro rumo e elementos mais pessoais como o passado dos personagens, seus problemas e dificuldades agregam pontos interessantes que levam o leitor a se prender na história. Além disso, Joshua começa a ter comportamentos totalmente diferentes do início do livro que deixam uma dúvida no ar se ele estaria interpretando um papel em mais um jogo que Lucy ainda não conhece ou se existem outros sentimentos aflorando naquele rabugento colega de trabalho.

Ao que tudo indicava eu iria desgostar de Joshua do início ao fim, porque realmente não estava suportando ele no início, mas ele é um personagem muito intenso que demonstra sentimentos viscerais e, digo, que o leitor pode se apaixonar por ele até o final da história.

Esse livro mostrou que os sentimentos extremos podem ser facilmente confundidos, levam a pessoa ao limite e que suas reações podem ser exageradas, mas por trás do comportamento de uma pessoa podem existir motivos mais profundos. 

O final é delicioso, não foi apressado, aconteceu no seu tempo de forma surpreendente e leve, me causou arrepios na espinha e borboletas na barriga, emocionante de uma forma simples. Meu único ressentimento em relação ao final é que senti falta de um epílogo, pois a história realmente é feita para um livro apenas, mas Sally poderia ter brindado os leitores com um epílogo para aquecer ainda mais o coração. Ao final do livro entendemos que tudo tem um "porquê"!

É isso, quero dizer que super recomendo a leitura de "O Jogo do Amor/"Ódio"!

Beijos e até o próximo post.





| RESENHA | Nove Regras a Ignorar Antes de se Apaixonar (Sarah MacLean)

6 de agosto de 2018

Olá! Tudo bem com vocês?

Ultimamente tenho me sentido mais empolgada para escrever resenhas, então vou aproveitar esse momento e trazer mais uma para vocês. Dessa vez é um romance de época, meu gênero queridinho que está sempre presente nas minhas leituras mensais, de uma autora que eu ainda não tinha lido, mas me encantei... e como não poderia ser diferente, faz parte de uma trilogia!

Então, vem saber mais sobre esse livro que tem um título que é quase uma frase. Toma fôlego e vai: Nove Regras a Ignorar Antes de se Apaixonar! Ufa... terminou o título, vamos à resenha! 


| RESENHA | Nos Bastidores da Fama (Layla Casanova)

11 de julho de 2018

Oii! Como vocês estão?

Literatura nacional aqui no Espiral de Livros? TEMOS!

Há um tempo venho querendo ler mais livros nacionais e sempre estou em busca de boas indicações/sugestões. Já li um ou outro esse ano, mas realmente posso melhorar esse número, por isso estou sempre pesquisando livros de autores nacionais.

E nesse mês li um amorzinho de livro nacional: "Nos Bastidores da Fama" da autora Layla Casanova, sobre o qual trago a primeira resenha de livro nacional do EL.